A música portuguesa celebra-se celebrando. Ao longo dos últimos cinco anos, vários agentes têm trabalhado para que a música portuguesa cantada em português ”saia das ruas e se estabeleça nas avenidas”, como nos diz um dos mentores deste projecto, Bruno Broa. O Movimento Alternativo Rock e a Central Musical são dois desses agentes. Que lado a lado com o Clube Ferroviário estreitam uma parceria que promete.
Vamos poupar nos discursos apaixonados, vamos diretos ao assunto. A Pescadinha de Rabo na Boca pega naquilo que fazem a Blogotéque ou (porque não?) a Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, e leva o conceito mais longe e com a realização a cargo de Nuno Neves, um dos mentores do projeto Shortcutz.
A Pescadinha de Rabo na Boca criou uma narrativa constituída por 3 bandas (A Matilha, Alma Fábrica e Pássaro), 3 momentos e 3 locais (num cinema abandonado, numa montra de loja e num Mercado de Algés). Este é apenas o primeiro de 3 episódios que envolve o público e os espaços como parte integrante da história da música portuguesa que não é só propriedade do passado, porque ainda hoje se constrói.
Querer saber mais é querer estar na apresentação oficial do projeto, no Clube Ferroviário de Lisboa, dia 15 de Fevereiro, às 21h30. Mais: as bandas envolvidas, A Matilha, Alma Fábrica e o Pássaro lá estarão para nos dar música. Os concertos vão tentar recrear aquilo que aconteceu durante uma manhã solarenga, em Algés. A entrada é gratuita.





